João Queiroz nasceu em 1957 em Lisboa, cidade onde vive e trabalha. Por volta de 1998, João Queiroz passou a tomar o género da paisagem como quadro de referência do seu trabalho, radicalizando uma investigação sobre a pintura e o desenho como campos de construção de novos modos de percepção e de conhecimento, de relação do sujeito com as coisas, os seres e os acontecimentos. As suas obras curtas circuitam os hábitos de perceção, as convenções culturais, a linguagem como sistema de ordenação, classificação e hierarquização. Como o artista afirmou em diversas ocasiões, enquanto interpretação (sem o motivo à vista) da experiência de observação atenta da natureza, as suas pinturas mobilizam não apenas a visão e o intelecto, mas o corpo inteiro e as memórias da experiência sensível que esse corpo incorpora. Um convite a descobrir a obra de extraordinária singularidade, de enorme rigor e vitalidade, que se reinventa permanentemente na sua incessante averiguação das possibilidades da pintura e do desenho como construção de novos modos de ver.
João Queiroz é licenciado em Filosofia na Universidade de Lisboa. Expõe desde os anos oitenta, destacando-se as seguintes exposições: Pintura e dese- nho, Porta 33 (Madeira,1994), Ein Leuchtturm ist ein traurige und glücklicher Ort, Akademie der Künste (Alemanha, 1999), Densidade relativa, Centro de Arte Moderna – Fundação Calouste Gulbenkian (CAM-FCG, Lisboa, 2005), Entre linhas – desenhos da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Culturgest (Lisboa, 2005), João Queiroz, pintura, Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, 2006). Recebeu em 2000 o Prémio EDP de Desenho. Representado nas colecções da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (Lisboa), Fundação EDP (Lisboa), CAM-FCG (Lisboa), Museu de Arte Contemporânea do Funchal, Fundação de Serralves (Porto) e Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo (Badajoz), entre outras.